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Futevôlei sai da praia: como o esporte virou negócio de franquia nas cidades

Partida de futevôlei em quadra de areia urbana.
Partida de futevôlei em quadra de areia urbana.

Poucos esportes têm uma origem tão brasileira quanto o futevôlei. Criado por Octavio de Moraes em 1965, no Rio de Janeiro — segundo um dos jogadores, porque o futebol havia sido proibido na praia, mas as quadras de vôlei continuavam liberadas — o esporte nasceu como solução criativa para driblar uma regra. Seis décadas depois, virou um modelo de negócio que já não depende mais de estar perto do mar.


Da praia para o centro da cidade


Só na capital paulista já existem cerca de 200 quadras de areia, e mais 1.500 espalhadas pelo interior do estado, segundo a Federação Paulista de Tênis — a maioria delas recriando artificialmente a experiência de praia longe do litoral, com areia especial trazida de fora e decoração inspirada no visual carioca. Alguns desses complexos já chegam a faturar até R$ 3 milhões por mês, o que mostra que o modelo deixou de ser nicho.


O movimento não é exclusivo de São Paulo. Em Cuiabá, a expansão de quadras de areia impulsionou diretamente o crescimento do futevôlei na cidade, com espaços oferecendo estrutura profissional, treinamentos e eventos frequentes — um torneio recente reuniu cerca de 150 atletas e atraiu mais de 600 pessoas em três dias de competição.


O modelo de franquia já existe — e está crescendo


Redes como o Posto 011 já operam como franquia em expansão, com diversas unidades espalhadas por São Paulo, todas seguindo um padrão de infraestrutura com quadras, vestiários e equipe própria. Fora do circuito de franquias formais, o investimento independente também tem atraído empreendedores: em São José do Rio Preto, dois sócios investiram R$ 800 mil na construção de um complexo com seis quadras para beach tennis, vôlei, futevôlei e ginástica funcional na areia.


O que isso significa para quem já tem ou pensa em ter uma arena


O padrão que se repete nesses casos é claro: quadra de areia sozinha já não é mais suficiente para se diferenciar — o que atrai público (e franqueados) é a combinação de estrutura completa, calendário de eventos e comunidade em torno do espaço. Torneios amadores recorrentes, como o de Cuiabá, funcionam como vitrine e fidelizam praticantes ao mesmo tempo. Para arenas que já têm quadra de futevôlei, vale investir em programação de eventos; para quem está avaliando expandir, o esporte oferece hoje um caminho de entrada testado, com modelos de franquia já validados no mercado.


Conclusão


O futevôlei nasceu de uma proibição na praia carioca e hoje sustenta complexos multimilionários no meio de grandes cidades, longe do mar. Para donos de arena, é um lembrete de que nicho esportivo bem executado — com estrutura, eventos e comunidade — pode virar negócio de escala, inclusive fora do litoral.

 
 
 

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