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Futevôlei sai da praia: como o esporte virou negócio de franquia nas cidades

5 de ago.
2 min de leitura
Partida de futevôlei em quadra de areia urbana.
Partida de futevôlei em quadra de areia urbana.

Poucos esportes têm uma origem tão brasileira quanto o futevôlei. Criado por Octavio de Moraes em 1965, no Rio de Janeiro — segundo um dos jogadores, porque o futebol havia sido proibido na praia, mas as quadras de vôlei continuavam liberadas — o esporte nasceu como solução criativa para driblar uma regra. Seis décadas depois, virou um modelo de negócio que já não depende mais de estar perto do mar.


Da praia para o centro da cidade


Só na capital paulista já existem cerca de 200 quadras de areia, e mais 1.500 espalhadas pelo interior do estado, segundo a Federação Paulista de Tênis — a maioria delas recriando artificialmente a experiência de praia longe do litoral, com areia especial trazida de fora e decoração inspirada no visual carioca. Alguns desses complexos já chegam a faturar até R$ 3 milhões por mês, o que mostra que o modelo deixou de ser nicho.


O movimento não é exclusivo de São Paulo. Em Cuiabá, a expansão de quadras de areia impulsionou diretamente o crescimento do futevôlei na cidade, com espaços oferecendo estrutura profissional, treinamentos e eventos frequentes — um torneio recente reuniu cerca de 150 atletas e atraiu mais de 600 pessoas em três dias de competição.


O modelo de franquia já existe — e está crescendo


Redes como o Posto 011 já operam como franquia em expansão, com diversas unidades espalhadas por São Paulo, todas seguindo um padrão de infraestrutura com quadras, vestiários e equipe própria. Fora do circuito de franquias formais, o investimento independente também tem atraído empreendedores: em São José do Rio Preto, dois sócios investiram R$ 800 mil na construção de um complexo com seis quadras para beach tennis, vôlei, futevôlei e ginástica funcional na areia.


O que isso significa para quem já tem ou pensa em ter uma arena


O padrão que se repete nesses casos é claro: quadra de areia sozinha já não é mais suficiente para se diferenciar — o que atrai público (e franqueados) é a combinação de estrutura completa, calendário de eventos e comunidade em torno do espaço. Torneios amadores recorrentes, como o de Cuiabá, funcionam como vitrine e fidelizam praticantes ao mesmo tempo. Para arenas que já têm quadra de futevôlei, vale investir em programação de eventos; para quem está avaliando expandir, o esporte oferece hoje um caminho de entrada testado, com modelos de franquia já validados no mercado.


Conclusão


O futevôlei nasceu de uma proibição na praia carioca e hoje sustenta complexos multimilionários no meio de grandes cidades, longe do mar. Para donos de arena, é um lembrete de que nicho esportivo bem executado — com estrutura, eventos e comunidade — pode virar negócio de escala, inclusive fora do litoral.

 
 
 

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